terça-feira, 23 de agosto de 2011

Review Marshall Jackhammer

 
Review - Marshall Jackhammer
F
oi o segundo pedal de guitarra que eu comprei, isso após muitas pesquisas na internet e vários reviews. Tendo nota 9.1 no Ultimate Guitar, um site em inglês de reviews de equips, foi meu escolhido entre os famosos DS-1 e Sd-1 da Boss pela sua relação custo/beneficio/versatilidade.
O mencionado review em inglês:

Especificações técnicas
Alimentação: 9V DC (fonte ou bateria)
Consumo: 13mA (é bem pouco e não importa pra muitos ,mas quem usa Power supply alimentando vários pedais tem que reparar nesses valores)
Input: 1M, Out: 20kΩ, Medidas: (12 x 6,5 x 5,5)cm Peso: 510 gr.

Controles: Um controle selecionando Overdrive/Distortion, dois outros com funções independentes, respectivamente Volume/Gain e Bass/Treble e o último Contour/Freq. O pedal é By-pass passivo (quando eu souber a diferença entre passive by-pass e True by-pass eu posto)

Som:  Em ambos os modos o som é bom de ouvir, o “canal” Distortion é bem grave e um tanto comprimido (no bom sentido e no ruim às vezes), dessa forma, é mais legal para guitarras de som mais ardido e músicas pesadas e cheias de riffs.
O “canal” Overdrive é bem aberto mais ainda assim mantém os graves, é com o ganho no máximo e captadores hb da ponte que consigo um som pra Rock e um Heavy Metal mais clássico e mesmo tendo comprado esse pedal pela versatilidade eu uso praticamente apenas esse modo, além disso, o que mais me agrada nesse pedal no quesito som (o mais relevante a meu ver) é quando deixo o ganho em no máximo 70% (geralmente deixo pouco antes da metade) e controlo o efeito pelo volume, de dois modos:
·        Deixo o volume próximo ao do amp para usar som clean sem pedal e som crunch com pedal. (uso normal do pedal)
·        Abaixo o volume do amp e aumento bem o do pedal deixando no ponto que eu quero e mantenho o pedal sempre ligado, desse jeito, com o volume da guitarra eu controlo o ganho e passo a usar o pedal em conjunto com o amp (vendo os dois como um só), o resultado é que mesmo após (e principalmente após) efeitos de modulação (digitais ou analógicos) é como se o circuito do jackhammer estivesse dentro do amp, assim ele dá uma revigorada no som como se fosse um novo amp. (só não utilizo ele desse jeito sempre pq ia precisar de outro pedal p/ uma distorção.

Construção e Aparência: É um tanque de guerra, é feito de metal e os controles são firmes, a chavinha que aciona o pedal é bem resistente, embaixo, uma espessa camada de borracha é colada na tampa de metal e permite a abertura do compartimento da bateria com chave de fenda.
Sua aparência é legal e mantém o padrão prateado da marca e o grande barato são os controles duplos. Vem embalado dentro de uma caixa de papelão com o manual o original e um em português junto com a garantia.

Facilidade de uso: Os controles são autoexplicativos a não ser, o de Contour/Freq. que precisam de mais atenção, nele a ideia é “Menos é mais”, ou seja, você trabalha selecionando com o controle Freq. (o do topo) uma região de frequências (do grave para o agudo) e com o controle Contour (o da base) você define o quanto irá cortá-las. Exemplo: Freq. nos 80% = +/- região de médios e agudos, na medida em que aumenta o Contour (no sentido horário) você estará cortando mais das frequências selecionadas (no caso médias e agudas) e, portanto, mais grave o som. 

Conclusão: É com um pedal com a proposta de oferecer os efeitos Overdrive e Distortion a um bom preço, custa em torno de R$250,00 nas lojas e é fácil de encontrar usado.
                  Tem um som de qualidade e principalmente é bem versátil, se deixarmos de lado utopias como “Marshall in a Box” ou “Pedal com som de amp valvulado”, este é um pedal fácil de ser apreciado e como diz no manual, é baseado no JCM800 e no JCM2000, portanto, ele não vai deixar teu som como nesses amps, e sim algo no estilo desses amps.
Só tenho um detalhe contra, as diferenças de “Tone” dos canais Overdrive e Distortion fazem com que quando mudamos de um modo para o outro, precisemos ajustar o equalizador Bass/Treble, pois quando partimos do som mais aberto do overdrive para o mais fechado do distortion ficamos com a impressão dele ser mais grave do que é, e no caso contrário, o overdrive soa mais estridente do que deveria.
Esse fenômeno que acontece no nosso ouvido tem um nome que não consigo lembrar e nem achar na net de jeito nenhum (um dia eu posto).

Quesito
Som
Construção e Aparência
Facilidade de Uso
Média
Nota
9.0
10.0
9.0
9.3
Comentário
10.0 do overdrive + 8.0 do distortion
Perfeito
Ótimo
Ótimo